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Entreportas, espreitadelas na minha terra

Entreportas, são impressões, imagens, descrições de uma cidade, de um território onde a ruralidade, os modos de viver das suas comunidades, diferenciadas a norte e sul do rio Tejo se ligam no centro de Portugal.

Entreportas, espreitadelas na minha terra

Entreportas, são impressões, imagens, descrições de uma cidade, de um território onde a ruralidade, os modos de viver das suas comunidades, diferenciadas a norte e sul do rio Tejo se ligam no centro de Portugal.

27
Jan21

Travessa da Rua da Boga

historiasabeirario

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No seu princípio foi designada "entrada da Rua da Boga para a parte da Rua do Outeiro" (Rua José Estêvão) . Mais tarde, em 1815 ,passou a denominar-se Travessa da Rua da Boga. A pequena rua assim se manteve, até ao dia que foi conquistada por um topónimo novo, a extensão da Rua Condes de Abrantes. É assim que é conhecida actualmente, à sua beira uma padaria, onde os poucos moradores da rua, os vizinhos das ruas próximas convergem para adquirir pão. A solidão de alguns, por momentos é esquecida, os diálogos tornam-se acesos, a curiosidade por enredos novos atrasa sempre o desenvolvimento das manhãs. Uns saem, outros entram e o dia na pequena rua não passa disto. É outra rua com história. 

26
Jan21

Rua José Estêvão

historiasabeirario

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Esvaziada das suas denominações primitivas, rua do Concelho, citada num documento de 8 de Fevereiro de 1338 e noutro datado de 1374, de rua do Outeiro. As origens dos topónimos são coincidentes, por ser nesta rua que está edificada a Câmara Municipal (séc. XVII), e pela inclinação da mesma, em direção ao topo de uma colina. Séculos depois, em 1889, por força de vários baixos assinados, acumulados numa sessão de Câmara, em virtude da inauguração da estátua em memória de José Estêvão em Aveiro, pediram à Câmara para que a rua se passasse a designar-se por José Estêvão. Influente jornalista e político, oposicionista de esquerda na Câmara dos Deputados entre 1836 e 1862, ano da sua morte. Despejada de moradores, a rua permanece, ladeada por edificações a padecer com a passagem dos anos. Em 1707 estavam fintados (taxados) na rua 23 moradores, onde constavam 1 rendeiro de pesos miúdos, 1 sombreireiro, 7 sapateiros, 1 pintor, 1 alfaiate, 1 mareante e 1 espadeiro. Nos dias de hoje, os seus habitantes não chegam a tanto, só de passagem, de automóvel, a caminhar, se vê algum movimento. Não é pela ausência que perde a sua história, a sua beleza, olhando os prédios altaneiros de cores desmaidas, não vejo abandono, mas deslealdade de um tempo que não foi justo para quem viveu aqui. 

17
Jan21

A cidade anestesiada...

historiasabeirario

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Abrantes acordou, abraçou a manhã, contemplou o vazio. Não há vivalma, só a calma apreciou o frio da madrugada. As casas não dizem nada, paredes gastas, testemunhas de passagens, de vidas, de criaturas. A cidade anestesiada, neste tempo imprudente, está ausente ou a ganhar tempo para outros dias de adiamentos. 

 

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