Há muito para olhar...



Voltei ao museu, subi as escadas que nos leva ao tempo da história, e na sua sombra percorri o jardim das oliveiras. Este último a enraizar para que o equilíbrio se mantenha no tempo que há de vir. No interior revi os objectos que narram o passado, com mais atenção ouvi o bramir das batalhas, o barulho metálico das armas, os gritos o horror perante a frontalidade da morte. A alegria dos vitoriosos o choro dos vencidos, será sempre assim. Vi as corridas em perseguição das presas que possibilitavam alimento, a religiosidade nos artefactos carregados de simbologia. Adornos que expressam a vaidade do homem desde os primeiros tempos, a representação do poder, os adereços que completam o trajar. O dourado da joalharia, a utilidade dos objectos na reunião dos mantimentos que se encontravam guardados. Marcos miliários que orientavam quem caminhava pelas estradas romanas, sempre com sentido único a Roma, onde os aguardava o sucesso. Com esta fortuna distancio-me novamente desta viagem no tempo, hei de voltar, para continuar a viajar na magia do passado que nunca acaba. Voltem também uma duas três, as vezes que forem precisas, há muito para olhar e pensar este museu.

