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Entreportas, espreitadelas na minha terra

Entreportas, são impressões, imagens, descrições de uma cidade, de um território onde a ruralidade, os modos de viver das suas comunidades, diferenciadas a norte e sul do rio Tejo se ligam no centro de Portugal.

Entreportas, espreitadelas na minha terra

Entreportas, são impressões, imagens, descrições de uma cidade, de um território onde a ruralidade, os modos de viver das suas comunidades, diferenciadas a norte e sul do rio Tejo se ligam no centro de Portugal.

23
Nov25

São as joias da aldeia do Vale de Horta

historiasabeirario

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A pequena floresta de faias, situada na beira da estrada, não tem coragem de ir no seu encalço, nasceu e cresceu  no Vale de Horta. Resultado do trabalho do homem, estas árvores não vão mais além do limite da aldeia, banhada pelo sol nesta manhã de outono. O limiar das portas das casas na aldeia, são o ponto de encontro da população envelhecida com o sol. Tiram proveito da temperatura natural, aquecendo os ossos gastos pela passagem do tempo. Pelo trabalho agrícola, onde se expuseram demasiado, debaixo dos seus raios, do nascer ao pôr sol. Numa breve paragem, entrei no único café da aldeia, estava cheio, o espaço do mesmo é reduzido. Quando os clientes ultrapassam a quantidade das pessoas habituais, fica a abarrotar, quase sem lugar para beber um café. Não ficamos colocados como as faias, sempre em pé, na pequena floresta. O seu número é maior que o dos habitantes da aldeia, no outono expressam-se  com cores quentes, a pouco e pouco as folhas soltam-se dos ramos, da mãe que as alimentou alguns meses. Atingem o solo planando e rodopiando silenciosamente, pela força vento, ou espontaneamente, formando uma peça tecida sem artifícios, adornando os pés das árvores. O caule prolongando, embebido pela luz solar fica prateado, chegando lá acima, os raios atingem as folhas, revestindo estas com uma camada de ouro. São as jóias da aldeia do Vale de Horta.

23
Jul25

Assim fossem as suas pessoas

historiasabeirario

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Os fins de tarde são infinitos, o rio mantêm-se no lugar, onde está confortável e tranquilo, uma vasta exposição de espaço abre-se aos nossos olhos. Página na qual muitas vezes não encontro as palavras verdadeiras para expressar o que a vista saboreia, na variedade de cores apresentada. Linhas azuis, por escrever, o presente, o futuro, com nuvens, desenrolando-se à beira da cidade. Uma praia inclinada, sobre a rebentação, em cima da espuma de palavras deixadas na areia. Seixos, conchas incompletas, corpos comidos na travessia do tempo, ruídos muito leves, sobre a história das pessoas. Viajantes fantásticas, alcançam as falésias da cidade, virada para um oceano de história geológica. Para um futuro que ainda não se sabe o que vai ser, foi sempre assim. A cidade, a sua história, mantêm-se fiéis no tempo, assim fossem as suas pessoas. 

 

02
Mar25

Dão amparo a rebanhos ...

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Não são excedentes campestres, estruturas semelhantes como a da imagem, são memórias  presentes,  de outros tempos, habitações, edifícios onde se arrecadavam as colheitas. Em lugares extremamente rurais onde se desenvolveram culturas agrícolas, hoje dão amparo a rebanhos, aos pastores, aos que gostam de olhar o património natural. Ao conjunto de relações entre passado e presente aprendendo a espreitar o futuro.

17
Fev25

Não bastam as fotografias ...

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O vestuário do horizonte nunca é o mesmo, quando, diariamente olhamos para ele, para nos causar motivação no início dos dias. Na despedida dos mesmos, dando a força  necessária para continuarmos a ambicionar um futuro melhor. A imagem sem cor, sem força, para contrapor a história do rio, pode ser renovada. Não bastam as fotografias e as palavras, a história também se representa, com as réplicas dos barcos d' água, com as estruturas, abandonadas, de armazenamento, de acondicionamento, voltarem a ganhar ânimo. Seria interessante devolver visualmente os ofícios do passado, relacionados com o rio, o transporte mercantil, a pesca, as mulheres que lavavam a roupa no rio. Outras, ligadas pela saudade, pela liberdade das águas do rio permitirem a navegação.

14
Fev25

A luz contracenando ...

historiasabeirario

IMG_20250213_214009.jpgUm conjunto de limites exteriores, que lhe conferem um feitio, uma configuração, ou aparência, são a disposição e organização da cidade. Reproduções, poemas bordados nas paredes, janelas abertas ao pensamento, às opiniões, tudo o que a cidade devia permitir. A luz contracenando com as sombras num palco aberto a todas as pessoas, integrado na comunidade, orientado aos ideiais de todos, e não de alguns.

10
Fev25

Num rosto afeiçoado ao ...

historiasabeirario

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A cidade está grisalha, o semblante cheio de irregularidades não lhe retira a beleza, naturalmente, o avanço da idade não poupa esta senhora. Alicerçada no cimo do outeiro, onde, as suas artérias, notáveis, num rosto afeiçoado ao rio, ao horizonte, desgastam-se com a passagem do tempo. Imaginar a cidade no futuro é possível, há quem o faça, escrevendo, aplicando-a na escultura. Brevemente, a cidade de Abrantes, mostrará o futuro das cidades representados em objectos de relevo. O amanhã aqui tão perto, onde há limite para continuar a acreditar que o passado também é futuro, no presente.

 

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